terça-feira, 19 de julho de 2011

Relatório de Commodities (Fechamento) - 19.07.2011

Boa noite a todos, segue um breve comentário sobre as principais commodities analisadas pela equipe da XP Investimentos.

Café
Abertura boa, fechamento horrível.
O café enganou ao abrir em boa alta, rompendo o 250 em NY e trabalhando acima de 323,50 na BMF. Parecia que teríamos um dia positivo, ledo engano. As vendas chegaram e o café perdeu seu suporte dos 250,00 e depois dos 247,00, chamando muitos stops. Acabou fechando com queda de mais de 4 dólares com pivot de baixa e sinalização bem negativa. A luz no fim do túnel é uma pequena divergência de alta de IFR e estocástico.
Na BMF, ao perder os 320,70, acelerou a queda e fechou testando a linha inferior do canal de baixa. Mesmo acima do último suporte em 318,20, o fechamento foi feio.
Fundamentos seguem sem novidades. E na parte de clima sem nenhuma possibilidade de geada.

Boi
O mercado físico segue enxuto, com pouca oferta e deixa as escalas dos frigoríficos bastante apertadas, com falhas e pulos. Mas o consumo lateral deixa a situação equilibrada no mercado de carne.
Em São Paulo, há frigoríficos que pagam R$98,00/@ à vista, preço de balcão. As escalas seguem curtas e heterogêneas. Atendem 4 dias, no máximo, e alguns compram para amanhã, ou pulam dias, indo diretamente para o dia 21. Não está fácil.
No Mato Grosso do Sul, grande parte dos frigoríficos adotou os R$92,00/@ à vista como preço de balcão, sendo que indústrias menores já pagam R$93,00/@ nas mesmas condições. Há também relatos de negócios efetuados por grandes indústrias nesse valor.
Em Goiás é onde as escalas estão mais longas, por isso os preços se seguram nos mesmos patamares há alguns dias.
O consumo segue forte em relação ao ano passado, mas lateralizado pela alta representatividade do gasto com carnes dentro da cesta básica. Além disso, estamos na pior semana em relação ao apetite do consumidor no período mensal.
A escassez de oferta tem sido suficiente para manter sustentado o atacado, mesmo que o consumo não tenha se aquecido.

Milho
Indicador em leve queda. Mercado travado, com grande parte dos consumidores fora de compras.
A expectativa de clima chuvoso prejudica a colheita do milho e quem pode, resolve colher agora, ainda mais com preços considerados bons.
Ainda persiste um cenário estratégico do consumidor que com um bom estoque e carteira alongada, aposta em preços menores com deslanchar da colheita, desta forma, entra no mercado apenas para aquisições pontuais.
Abafadas as preocupações de que a onda de calor na região do "Corn Belt" diminua no próximo final de semana, melhorando o clima para desenvolvimento das lavouras.
Hoje, porém, parece que as preocupações com o clima voltaram ao radar e o milho voltou a subir, principalmente diante de uma queda de 3% na qualidade das lavouras norte americanas de milho, resultado divulgado ontem pelo USDA.
É a maior queda, já registrada, em uma semana .
O dólar também corroborou a alta.

Soja
A soja também avançou no pregão noturno com as preocupações em torno do clima quente e com a expectativa de que ele persista em partes do cinturão dos Estados Unidos.
O National Weather Service (Serviço Nacional Climático) divulgou ontem uma expectativa de calor excessivo, com temperaturas acima de 41°C na região produtora, o que poderá prejudicar fortemente as produtividades em Iowa, Illinois, Missouri e no Kansas, já que não haverá precipitação suficiente para amenizar o calor também.
Percebe-se que o fluxo especulativo é muito menor no caso da soja e os agentes são mais cautelosos.
Apesar do suporte climático e do relatório USDA de ontem ter diminuído de 66% para 64% areas plantadas com soja em condições entre boas e excelentes, a soja ficou próxima do 0x0 lá fora e acabou falhando em romper os 30,60 aqui na BM&F.


Segue o link do fórum e os respectivos pdf´s.
http://www.bahiapartners.com.br/forum/index.php?topic=1133.0

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